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Archive for junho \24\UTC 2010

Gestão de TI

Como e quando atualizar os computadores da empresa?

Por Marcelo Vincenzi

Muitas empresas lidam no dia-a-dia com um alto impacto de investimentos “inesperados” em TI quando o assunto é renovação de computadores. E isso gera um grande incomodo aos gestores e ao fluxo de caixa da empresa, fazendo com que a área de TI pareça sempre um grande buraco negro devorador de dinheiro.

De fato, manter a TI em ordem demanda investimento. Mas esta impressão de que os custos estão fora de controle ocorre porque são raras as empresas que se programam para renovar constantemente seus ativos de TI.

Neste texto, vamos abordar especificamente como manter as estações de trabalho sempre atualizadas.

Para gerenciar a renovação dos computadores, é fundamental ter uma atualização constante e programada anualmente, sem “sustos”, sem custos “picados” ou sem a necessidade de enormes investimentos quando tudo estiver sucateado.

Existem algumas informações muito importantes que o gestor da TI deve ter em mãos. São elas:

  1. Ter um inventário completo das estações. Com isso em mãos, o gestor poderá classificar os computadores em pelo menos três grandes grupos: obsoletos – que necessitam ser trocados, em uso – que ainda atendem os requisitos de uso mas que estão próximos de expirar a sua vida útil e os atualizados – são mais novos e atendem totalmente o seu uso. Segue algumas informações que podem ser levantadas em um inventário:
    1. Data de aquisição;
    2. Fornecedor ou fabricante, com marca e modelo;
    3. Tempo de garantia oferecido pelo fabricante, já colocando a data de vencimento;
    4. Usuário, nome do computador e área de uso do equipamento;
    5. Tipo do equipamento: desktop, notebook, thinclient, servidor, ou mesmo, impressora, roteador wi-fi, entre outros;
    6. Configuração básica do hardware e possibilidade de upgrade. Os casos de upgrades devem sempre ser estudados para verificar se são a melhor opção;
    7. Licenças e versões do sistema operacional, aplicativos como Office e o seu tipo de licenciamento (se são OEM – que só podem ser usadas neste computador ou se são Open – que podem ser utilizados pela empresa em qualquer computador);
    8. Qual a data de previsão de upgrade ou troca do equipamento.
  1. Definir o ciclo ideal de atualização, considerando a performance necessária para os diferentes tipos de usuários e o investimento disponível. Feito isto, você pode programar quantas estações devem ser adquiridas por ano para que a empresa tenha um parque sempre novo e atualizado:
    1. Renovação ideal – 3 anos. É o tempo padrão de garantia dos melhores fabricantes e após este tempo, é natural que algumas peças comecem a apresentar problemas. A garantia após este período fica mais cara e o hardware pode não atender usuários mais exigentes com performance.
    2. Renovação custo/benefício – 4 anos. São computadores fora do tempo de garantia e que já receberam algum upgrade de memória ou processador e pequenas trocas de peças entre o 2º e o 4º ano de uso. Devem ficar dedicadas a usuários que precisam de menos performance, ser utilizada como equipamento de reposição ou trabalhos temporários ou para áreas de menor impacto ao negócio.
    3. Renovação limite – 5 anos.  Começa a quebrar muito e ter alto volume de suporte, manutenção e troca de peças. Os usuários nestas estações produzem menos devido à baixa performance e ficam muito mais tempo parados. Já não é fácil encontrar peças compatíveis. Hora de se livrar de vez do computador.
  1. Definir como fazer a renovação e como maximizar o uso dos computadores:
    1. Compre o equipamento com a configuração de hardware e software correta. Não escolher computadores obsoletos e mais baratos e que logo deixarão de ser produtivos e nem os top de linha, que são sempre mais caros;
    2. Direcione os novos equipamentos para os usuários que precisam de maior performance ou que sejam mais críticos para o negócio, distribuindo os equipamentos que eram utilizados por eles para outros funcionários da empresa e assim por diante;
    3. Evite investimentos absurdos com upgrades que só vão postergar por pouco tempo a troca do equipamento, custando bem mais no final das contas. Considere somente upgrades de memória, processador em alguns casos e a reposição de peças;
    4. Deixe sempre computadores mais antigos disponíveis para usar como reposição. Para pequenos parques de computadores, a empresa deve ter ao menos um computador, para parques maiores, deve ter ao menos 5% de computadores disponíveis para reposição ou mesmo para aumentos esporádicos de equipe;
    5. Entenda a diferença entre as novas aquisições por crescimento de funcionários e aquisições por renovação de estações. Constantemente gestores experientes dobram o tamanho da equipe e não diferenciam o que é crescimento e o que é manutenção do parque instalado;
    6. Compre computadores de fabricantes confiáveis e com garantia de 3 anos. Isso padroniza os seus computadores, aumenta a qualidade das peças, do suporte e a durabilidade dos equipamentos. Computadores montados para sua empresa são mais baratos, mas podem acabar dando muita dor de cabeça com peças de baixa qualidade, falta de garantia e maior custo com suporte;
    7. Faça compras anuais programadas, isso permite negociar melhor o custo por computador, conseguir melhores taxas de financiamento e maior parcelamento.

Marcelo Vincenzi é nosso Colaborador e Expert em TI

CategoriasDicas de TI

Contingência de Internet – Link dedicado ou ADSL?

15 de junho de 2010 4 comentários

Como montar uma contingência de acesso a Internet

Por Bruno Chicon Gonsalves

Hoje em dia, a Internet se tornou tão indispensável para as empresas quanto à energia elétrica ou o telefone, porem a disponibilidade do serviço ainda não é tão confiável quanto aos outros serviços. Links de Internet ficam fora do ar, podendo causar um enorme prejuízo para sua empresa.

Uma das soluções para este problema é obter um link dedicado, prestadores deste serviço garantem 99,98% de disponibilidade, entretanto esse serviço possui um custo muito alto para uma pequena ou media empresa.

A melhor maneira de se prevenir é ter mais de um link de Internet na sua empresa, se possível um dedicado e outro ADSL, porém ter mais de um link não basta para lhe dar garantias de disponibilidade. É necessário que haja roteamento automático entre os links em caso de falhas. Porem pagar por uma contingencia e não usar é desconfortável.

Não seria ótimo poder balancear os links e usar os dois ao mesmo tempo?

Por sorte há soluções de baixo custo no mercado para a sua pequena ou média empresa.

Neste artigo, abordaremos as vantagens de utilizar roteadores (Gateway de Internet) que oferecem este tipo de recurso como Load Balance, Failover, Failback e etc.

O que é Load Balance

Com este recurso, podemos dividir a carga do acesso entre links distintos, definindo por qual link queremos que uma determinada requisição ou serviço trafegue. Ex.: Todo o trafego de email será pelo Link A e todo o acesso a Internet pelo Link B. Conforme ilustrado na figura abaixo.

Caso algum dos links de Internet fique indisponível, todo o trafego é redirecionando automaticamente para outro link distinto, este processo é chamado de Failover.

O que é Failover

É a capacidade de transferir automaticamente o trafego de um link para outro em caso de uma falha ou indisponibilidade de um dos links. O failover acontece sem intervenção técnica. As requisições de acesso a Internet são automaticamente equilibradas com base no peso (Weight Value) de cada Link. No caso de um dos links ficar indisponível, todo o trafego de dados é redirecionado para o outro link, evitando assim a perda de pacotes IP. Conforme ilustrado na figura abaixo.

O que é Failback

Envolve o processo de volta a normalização do trafego dos links, antes do failover (antes da falha). A restauração do serviço no momento em que o link com falha volta à normalidade. Este processo é automático e sem a intervenção técnica.

Melhorar a Internet para todos

Alem dos serviços citados acima, como o Load Balance que permite distribuir para links de Internet distintos o tráfego da rede, aumentando a velocidade de acesso e o Failover que diminui as chances da sua empresa ficar sem Internet e prejudicar seu negocio. Também podemos utilizar o serviço de Qos (Qualidade de serviço) que é utilizado para garantir banda para um determinado serviço ou recurso essencial para seu negocio. Desta forma conseguimos aperfeiçoar o acesso a Internet, utilizando os links simultaneamente.

Bruno Chicon Gonsalves é nosso Colaborador e Expert em TI

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Como montar um CPD?

10 de junho de 2010 3 comentários

Montando um ambiente de CPD para o seu escritório
Por Fernando Calheiros de Lima

O termo CPD é bastante genérico no mundo da TI e neste artigo vamos focar sobre dicas para montar um Centro de Processamento de Dados, um local físico em qualquer empresa onde são concentrados todos os servidores e serviços de tecnologia importantes para o gerenciamento da informação.
Hoje temos disponíveis CPDs de diversas proporções, desde o pequeno escritório até grandes empresas que evoluiu para o famoso datacenter. Aqui, vamos descrever algumas dicas para montar um CPD básico para suportar as necessidades de um ambiente tecnológico.
Mas, por que ter um CPD? Dentre as principais respostas, cita-se: segurança de acesso a informação, organização da estrutura de informática, aumento da disponibilidade dos serviços, boas práticas de gerenciamento da TI da empresa e até por uma questão estética (afinal ter um monte de máquinas cheias de fios e equipamentos de rede em cima de uma mesa no meio do escritório não é nada apresentável).

O espaço físico
O tamanho do local para suportar a estrutura de TI varia de acordo com o número de servidores e de recursos humanos que possam estar trabalhando dentro do mesmo ambiente. Mas, para uma empresa com alguns servidores, uma sala de 3 metros de comprimento por 3 metros de profundidade atende bem. Em alguns locais, com um número de servidores menor, você pode ter salas ou espaços físicos menores para acomodar precisamente um ou dois racks para os equipamentos.
Como sugestão, é importante garantir que haja espaço físico suficiente para que os técnicos possam se movimentar em uma eventual manutenção sem riscos de desligar algo inesperado por um problema de espaço muito limitado.
Se possível, mantenha a sala sempre fechada e trancada após o expediente, para dificultar o acesso de curiosos.

A energia elétrica e nobreak
Embora os administradores de rede não tenham excelência na parte elétrica, para a montagem de um CPD pequeno sugerimos dois circuitos elétricos independentes dentro da estrutura. Com isso evitamos sobrecarregar um único circuito elétrico simples com todos os equipamentos e podemos balancear os mesmos em circuitos diferentes. Por exemplo, poderíamos ter uma sala com dois racks, com quatro servidores cada um, onde os racks são ligados em circuitos elétricos diferentes.
Quanto ao nobreak, este é um equipamento indispensável para garantir a integridade do hardware e do software contra quedas na rede de energia elétrica. Falar sobre qual é o nobreak mais indicado é um assunto que renderia outro artigo, pois há muitos fatores que contam: quantidade de equipamentos e o quanto consomem de energia no total, autonomia esperada das baterias, orçamento disponível para investir nesses equipamentos.
No entanto, para uma segurança simples contra quedas rápidas de energia, vale um ou dois nobreaks inteligentes, isso é, que possam desligar os servidores automaticamente quando a bateria estiver muito baixa.

A internet
Com cada vez mais serviços críticos na nuvem, o link de Internet é um dos principais itens que compõe a infra estrutura da rede. Tanto para soluções de links de Internet de baixo custo no mercado até links corporativos dedicados, a idéia é aumentar a disponibilidade o máximo possível.
Para isso, procure ter sempre dois links de Internet disponíveis no seu ambiente, configurados em um roteador que tenha recursos de balanceamento de carga e auto fail-over, ou seja, que possam repassar toda a demanda de link de Internet da rede interna para um link secundário em caso de indisponibilidade de um link primário.
Na questão do cabeamento no CPD, certifique-se que a provedora do link de Internet possa conduzir o cabo de internet junto com o modem até o espaço físico designado. Caso eles não façam isso, você pode contratar os serviços de um especialista em cabeamento estruturado de rede.

A temperatura ambiente
Para um ambiente pequeno, pelo menos um ar-condicionado que forneça temperatura média de 18° C na sala do CPD. Se houver a possibilidade de um ar-condicionado secundário será muito válido para casos de algum problema no ar principal.
Importante reforçar que o tipo de equipamento e a temperatura podem variar de acordo com o número de equipamentos e a quantidade de calor que é emitida, por isso, em caso de muitos equipamentos, procure um especialista que possa recomendar qual aparelho é mais indicado para suas necessidades.
Solicite que a instalação do ar-condicionado não seja feita acima do rack que suportará os serviços, pro caso de algum vazamento não danificar os equipamentos. Caso não seja possível, mude a posição do rack(s).

O rack
O rack, feito geralmente de ferro, aço ou outros metais, é um suporte para acomodar todos os seus servidores, equipamentos de rede (switch, roteador), periféricos (monitor, teclado, unidade de backup).
Há diferentes tamanhos e acessórios disponíveis. Uma boa solução são os racks de 40 Us, o que equivale a 2,2 metros de altura e com até 1 metro de profundidade. Esta medida suporta nobreak, quatro servidores de torre, monitor e outros periféricos, e alguns equipamentos de rede além de manutenção simples.
Mas este tamanho pode variar de acordo com o número de servidores e o tipo deles, por exemplo, um servidor projetado para rack ocupa bem menos espaço que um servidor de torre, embora possam custar 20% ou mais em relação ao modelo padrão.
Outros recursos importantes ao adquirir um rack é verificar se possui quatro ou oito réguas de energia já fixadas, bandejas móveis, cooler de exaustão no topo do rack pra dissipar o calor gerado internamente.
Para aquisição, é muito comum a empresa especializada em cabeamento estruturado ter parcerias com o fabricante deste produto. Assim, a cotação, compra e montagem geralmente é intermediada por quem cuidada do cabeamento da sua rede.

Conclusão
Como vimos, preparar a instalação de um CPD básico não é difícil. A definição do espaço físico, energia elétrica, ar condicionado, internet, rack e cabeamento de rede são os elementos básicos de infra estrutura para poder ligar os servidores que gerenciam sua informação com tranqüilidade e segurança.
A última dica é conseguir integrar todas as partes envolvidas no momento de iniciar a tarefa, pois você vai precisar de eletricista, técnico em ar condicionado, especialista em cabeamento e telefonia, o administrador da rede ou a empresa gestora da sua TI.
Aliás, uma boa prestadora de serviço de TI possui sempre profissionais especializados que podem gerenciar o projeto de implantação do seu CPD, integrando todas as partes envolvidas.

Fernando Calheiros de Lima é nosso Colaborador e Expert em TI

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O que fazemos?

Por Thiago Madeira de Lima

Uma das maiores dificuldades que temos é a de explicar rapidamente o que fazemos. Alias é tão difícil que a maioria dos nossos colaboradores só começou a entender realmente o que fazemos depois de três meses de casa.

As grandes empresas e corporações usam termos como outsourcing de TI, body-shop e BPO Tecnológico e as pequenas e medias empresas usam Suporte de Informatica, CPD e manutenção de hardware.

Infelizmente nosso escopo de serviços não se encaixa nestas definições. Nosso cardápio de produtos engloba diversas soluções modulares, que podem atender grandes corporações, medias empresas e até mesmo pequenos escritórios, sempre com a mesma qualidade de serviço.

Qualquer nomenclatura existente que utilizássemos demonstraria atenção a um nicho apenas, ignorando todo o resto. Por isso é tão difícil escolher um dos nomes padrões de mercado.

Nenhum dos nomes de mercado se encaixa perfeitamente, são todos pedaços das nossas soluções:

• Suporte de TI
• Suporte em Informatica
• Manutenção de computadores
• Outsourcing de TI
• Gestão tecnologia
• Helpdesk
• Manutenção em hardware
• Manutenção em software
• BPO Tecnológico
• Outsourcing
• Terceirização
• Informatica
• Bodyshop
• Gestão de ti
• Inteligência tecnológica
• Suporte avançado, níveis 2 e 3

Por conta desta diversidade decidimos criar uma denominação que demonstre nossa objetividade em oferecer soluções tecnológicas para nossos clientes. Somos a Penso Tecnologia. A evolução da TI.

Thiago Madeira de Lima é nosso Colaborador e Expert em TI

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